Terça-feira, 17/08/2010 às 10h30Por Débora Ramos
Sandro afirma que, se eleito, poderá dizer não aos apelos dos sindicatos.
Segundo o candidato, negativa ocorreria apenas quando o aumento reivindicado viesse de encontro ao limite prudencial dos gastos do governo.
Filiado a um partido político intrinsecamente ligado aos sindicatos e movimentos sociais, o candidato Sandro Pimentel (Psol) afirmou, na manhã desta terça-feira (17), que, uma vez eleito, poderá negar os apelos dos servidores que buscam reajuste salarial por meio de greves e paralisações. De acordo com ele, a negativa viria apenas quando o aumento de repasse viesse de encontro ao limite prudencial dos gastos do governo com o funcionalismo público.
“Antes de qualquer coisa nós investiremos no diálogo com os sindicatos. Ao contrário do que muitos pensam, os servidores não são irresponsáveis ao exigir os reajustes e melhorias por parte do governo. O que ocorre, na verdade, é um desencontro de informação. Se o governo fosse mais transparente com a sociedade, especificando o total arrecadado e o destino final destes recursos, os sindicatos entenderiam quando o executivo dissesse que não existe a possibilidade de aumento”, afirmou, durante entrevista ao Jornal 96, da 96 FM.
Segundo Sandro, as greves e paralisações podem ser evitadas através da adoção de simples medidas, tais como a manutenção de diálogo permanente com as categorias e a constante atualização dos valores das remunerações dos trabalhadores. “A greve é sempre a última alternativa dos servidores. Antes de iniciar o movimento eles procuram o governo, mas este não costuma dar muita atenção. Outra coisa que evitaria essa situação seria a criação de um calendário de reajuste anual”, afirmou.
Além disso, a forma com a qual o atual governo remaneja seus recursos também foi criticada pelo candidato socialista. De acordo com ele, administração investe em áreas não vitais, como propaganda institucional e cargos comissionados. Com relação a estes dois pontos, Sandro propõe a diminuição de investimentos e a redistribuição das verbas para outras áreas, que poderiam incluir o reajuste salarial de servidores.
Educação
De acordo com o candidato do Psol, a educação é o grande desafio do Rio Grande do Norte. Para combater o elevado índice de analfabetismo do estado, que atualmente gira em torno de 20%, ele propõe parcerias com a sociedade civil organizada, e o incentivo aos estudantes que estiverem concluindo o ensino. Além disso, seu plano de governo inclui uma ação voltada para a erradicação do analfabetismo de idosos, por meio de cursos de capacitação a serem ministrado na própria residência da pessoa. O aprimoramento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da educação também é uma medida defendida pelo candidato.
Saúde
As propostas de Sandro Pimentel para a área da saúde incluem a ampliação do pronto-socorro Clóvis Sarinho e a reformulação dos hospitais gerais do estado. “Não estamos pensando em construir novos hospitais, achamos que os que existem podem ser suficientes, caso funcionem de uma maneira mais organizada”, disse. Além disso, o candidato pretende ampliar o número de médicos e leitos da rede pública; devolver o pagamento da insalubridade dos trabalhadores; investir na criação de cursos universitários da área médica e acabar com a política da ambulância-terapia, praticada por muitas prefeitura dos interior do estado.
Segurança
Investimento em equipamentos e capacitação de profissionais é a principal proposta do candidato do Psol para a segurança pública. Caso eleito, ele pretende criar um sistema de cursos e concursos internos, de modo a desengarrafar as promoções dos policias militares. Além disso, ele propõe a criação de um piso de R$ 3 mil para a categoria, que também receberia coletes novos e unidades equipadas com sistema de monitoramento externo.
Fonte: Portal Nominuto
Confira o vídeo da entrevista, na íntegra.
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