sábado, 14 de agosto de 2010

INDUSTRIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS E AMPLIAÇÃO DE RESTAURANTES POPULARES


Segundo o mapa da fome, desenvolvido pela ActionAid, ONG integrante de uma aliança internacional que atua em 47 países, o Brasil é o 9º país com maior número de pessoas com fome no mundo, com mais de 14 milhões de pessoas consumindo alimentos em qualidade e quantidade insuficientes. Segundo a ONG, todos os dias, 39 mil toneladas de comida em condições de alimentar o ser humano acabam indo para o lixo. Esse desperdício é gerado em restaurantes, mercados, feiras, fábricas, quitandas, açougues e até mesmo dentro de nossa própria casa.
Ainda segundo com a organização, no Brasil, 45% das crianças com menos de 5 anos sofrem de anemia crônica por falta de ferro na alimentação e 50 mil crianças nascem todos os anos com algum tipo de comprometimento mental devido à falta de iodo na alimentação. Mas, até quando os governos vão continuar inertes?
Tomando como referencial o plantio da manga, por exemplo, o RN possui cerca de 50 milhões de mangueiras e é um dos frutos com o percentual mais alto de desperdício que vai desde a colheita, transporte e armazenamento.
Nesse contexto, vamos criar núcleos industriais modulares que suprirão indústrias regionais, antecedendo de treinamentos e programas de capacitação aos plantadores, de modo a minimizar sistematicamente o desperdício alimentar, tudo como política de governo. Desse modo, não somente o desperdício será minimizado, mas a agricultura familiar será fortalecida, fruto do processo de industrialização da produção agrícola.
Vamos investir na agricultura familiar, como forma de fortalecer a geração de emprego e renda e evitar o êxodo rural.
O governo vai ampliar a política de centralização dos alimentos comprados direto do homem do campo, com vistas a evitar a figura do atravessador que se aproveita do trabalho de quem planta e colhe para obter altas margens de lucro.
Como resultado da política de fortalecimento e aquisição dos alimentos direto de quem planta e colhe, como também de fortalecer a bovinocultura, suinocultura, caprinocultura, piscicultura e avicultura em nosso estado, nosso governo vai insistir em parcerias com as prefeituras locais, de modo que até o final do governo, atinjamos a meta de inaugurar pelo menos um restaurante popular em cada município do Rio Grande do Norte. Desse modo, os trabalhadores (as) serão os grandes beneficiados com um custo final do alimento muito menor e qualidade muito maior dos alimentos que terão a orientação de nutricionistas em cada restaurante.

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