
A violência é cada vez mais assustadora e muitas vezes a comunidade torna-se refém do tráfico de drogas devido à falta de priorização das políticas de segurança, falta de trabalho e educação transversal.
Trabalhar no tráfico para muitos é questão de necessidade financeira. Medo tem sido uma palavra presente na cabeça de todas as pessoas, do rico ao pobre que mora no RN. Nosso estado vive uma combinação perversa: a desestruturação dos órgãos de segurança pública, que se expressa na falta de aparelhamento da polícia civil e na escassez de Policiais Militares nas ruas, aliás, nem delegados existem na grande maioria dos municípios. Existem delegados onipresentes que comandam 11 delegacias. As delegacias não são interligadas eletronicamente, ou seja, são arquipelagos cegos e os coletes? Quais? Isso não existe na realidade dos policiais civis. Treinamentos, nem pensar. É um descaso governamental absoluto, nosso povo está abandonado.
O governo Iberê que é sequência de Vilma, tenta passar para a sociedade algumas estatísticas que são falaciosas e em nenhum momento refletem a realidade vivida pelo povo potiguar. Assaltos em portas de bancos, dentro dos ônibus e vans, nos portões das escolas são vistos a qualquer hora do dia. Arrombamentos e assassinatos são frequentes e notórios.
Boa parte das pessoas nem se dão mais ao trabalho de prestar queixa, mesmo porque não há efetividade na resolução dos problemas, não por falta de competência dos profissionais de segurança, mas por falta de competência e flagrante desleixo do governo do estado que tenta enganar o povo com medidas eleitoreiras.
É possível que uma ou outra estatística mostre a diminuição da violência no RN, mas isso não ocorre por haver diminuído os casos, mas porque as pessoas não querem mais perder seu tempo em fazer registro. Em diversas delegacias, inclusive algumas na própria capital, os agentes registram queixa escrevendo à mão, como se ainda estivéssemos na década de 80 ou 90, porque os computadores se quebram e passam cerca de 15 dias para consertar, absurdo. O que acontece em uma delegacia a outra não sabe, mesmo sendo a ocorrência na mesma cidade, é como se fossem pequenas ilhas que não se comunicam. São delegacias cegas num governo cego politicamente e de faz de conta. Isso prova a má gestão e a falta de comando.
A baixa escolaridade aliada à falta de emprego e também a desestruturação familiar, muitas vezes acompanhada da violência doméstica, provoca a fragilização psicológica e baixa auto-estima de crianças e jovens que se tornam alvo de recrutamento do tráfico e das gangs criminosas, além de ficarem pelas esquinas e praças no último grau de dependência de drogas pesadas, roubando ou se prostituindo, sem falar do drama que se esconde atrás das crianças e adolescentes que limpam pára-brisa nos semáforos ou são escravizadas em várias fazendas no interior do estado.
As delegacias especializadas com as das mulheres não funcionam à noite, nem nos finais de semana e feriado, é como se não ocorressem violências com as mulheres, quando sabemos que são as principais vítimas e muitas vezes de seus próprios maridos.
Diante dessa realidade, a postura adotada pelos governantes tem sido ínfima e inoperante em relação à segurança pública. Nossa postura será diferente. O governo do SOL tomará as seguintes providências:
- Cobrar responsabilidades do governo federal, como também agirá em defesa do nosso povo atuando na prevenção à violência, defendendo as pessoas e resgatando a juventude abandonada;
- Melhorar as condições de segurança nos espaços públicos de convivência e lazer;
- Ampliar e qualificar nosso sistema de inteligência, estreitando a relação com as polícias militar e civil;
- Qualificar o entorno das escolas;
- Primar pela boa iluminação pública eficiente;
- Propor convênios com as prefeituras de modo a revitalizar praças e parques para que eles possam ser ocupados dia e noite com atividades culturais e esportivas;
- Desenvolver ações de governo que tenham como alvo as crianças e jovens, principais vítimas do círculo da exclusão social e da violência;
- Ouvir a comunidade, especialmente os jovens e construir conjuntamente as políticas públicas que podem envolver a juventude excluída socialmente, dando-lhes uma perspectiva de futuro e impedindo que sejam seduzidos pelo mundo do crime;
- Dar acesso à educação e qualificação profissional, oportunidades de trabalho e renda, atividades culturais e esportivas desenhadas especificamente para cada realidade e desenvolvidas nos locais e horários mais críticos;
- Incentivar a cultura alternativa, já criada pela própria juventude nas periferias;
- Capacitar, treinar e reciclar periodicamente os policiais militares e civis para que atuem com mais qualidade e eficiência, além de aprimorarmos a política de incentivo à qualificação profissional;
- Criar centrais de monitoramento eletrônico nas regiões mais violentas do estado, a partir da expansão de câmeras CFTV, em cooperação entre as polícias;
- O governador vai coordenar pessoalmente a integração das políticas sociais do governo garantindo que o foco na prevenção da violência esteja presente em todas as ações governamentais.
- Realizaremos campanhas para estimular a denúncia aos agressores de mulheres.
- Vamos construir um casa abrigo em cada cidade pólo do RN, contendo orientação e formação profissional, bem como toda infra-estrutura necessária para abrigar e assistir as mulheres e os filhos em situação de violência, tornando tais espaços efetivamente acolhedores.
- De igual modo, ampliaremos o atendimento nas delegacias especializadas de atendimentos às mulheres, de forma a atender por 24 horas, todos os dias.
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