Por Sandro PimentelHá exatamente um mês da escolha de quem será o reitor, ou melhor, a reitora da UFRN, as campanhas seguem apenas nas articulações de bastidores, reuniões nos conselhos de departamentos e em alguns setores com os técnico-administrativos.
Independente do resultado, essa será uma eleição histórica porque vai eleger uma mulher para dirigir a segunda melhor universidade do nordeste brasileiro, algo que até então só era privilégio do sexo masculino. Na disputa estão duas professoras experientes, mas com visões políticas e administrativas completamente antagônicas. Uma delas, a professora Ângela que é vice do atual reitor, professor Ivonildo que no geral fez uma boa gestão, não tem conseguido empolgar ninguém, talvez por ser formada na área de ciências exatas (matemática) não consiga visualizar a importância das pessoas que formam nossa instituição, na verdade, antes de ser vice-reitora tinha sido chefe do departamento de filosofia e vice-diretora do CCHLA. Ela só ver números.
Na gestão atual foi direcionada propositalmente para chefiar o REUNI que obteve a rejeição dos técnico-administrativos, boa parte dos estudantes e alguns dirigentes da UFRN, isso porque o REUNI só traz a preocupação com ampliação dos números, mas esquece da qualidade de vida e da importância que têm as pessoas em qualquer processo, especialmente dentro de uma instituição de ensino superior com o porte da UFRN. Basta vermos o curso de Ciência e Tecnologia que tem 160 alunos numa sala de aula e muita reclamação, sem falar que o REUNI veio para contribuir com a política produtivista, algo que não combina com educação e que combatemos na era FHC. A candidata, segue os mesmos parâmetros dos discursos do atual reitor, não fala em outra coisa a não ser números frios, claro, o reitor também veio das exatas. A candidata não fala na qualidade de vida dos servidores e nem se preocupa com o bem estar dos estudantes e no retorno que a sociedade pode obter, mas somente em números. A professora Ângela segue a mesma linha situacional, é como se os servidores técnicos e docentes ficassem em segundo plano, basta ver que o nosso querido DAS está em fase de falência múltipla, só falta fechar as portas, pelo visto não vai demorar muito tempo. Quais os programas de qualidade de vida dos servidores estão em curso? Praticamente nada.
Por outro lado, vemos uma pessoa que teve toda sua formação acadêmica voltada ao trato com o ser humano, uma pessoa que sabe e conhece muito bem as necessidades dos servidores e alunos, mais que isso, sabe como fazer e já fez quando foi diretora do CCSA por oito anos e depois foi fazer pós-doutorado na Europa, seguindo a mesma linha de importância das políticas públicas, desta feita, relacionada ao SUS. Falo da Professora Arlete Duarte que tive a enorme satisfação em conhecê-la há cerca de 15 anos e sempre foi uma pessoa muito respeitada pela transparência das contas do CCSA que eram publicadas mensalmente nos murais do centro. Em sua gestão não tinha "caixa preta" como existe hoje com as contas da FUNPEC, NUPLAM e COMPERVE, só para citar alguns exemplos. Quem fez uma gestão democrática, participativa e voltada às pessoas quando dirigente de um centro acadêmico pode fazer muito mais à frente da reitoria, mesmo porque tem outro tato e trato.
Professora Arlete tem demonstrado muito conhecimento sobre a UFRN e seu papel junto à sociedade, inclusive, tem falado muito da importância dos cuidados ambientais, inserção da instituição junto à sociedade e do crescimento com qualidade, sem exploração dos técnicos e docentes, tudo de forma inovadora. Ela também saberá cuidar dos nossos HU’s de forma a resgatar a motivação dos servidores. Como administradora por formação, sabe muito bem e tem se comprometido com uma gestão democrática e participativa de todos os atores da UFRN, na definição e controle de suas políticas e principalmente, não abrindo mão de sua autonomia que a cada dia vem sendo atacada sem qualquer reação da atual gestão.
A direção do SINTEST/RN já recebeu ambas as candidatas em sua sede, fez um bom diálogo e decidiu por preservar a entidade não apoiando nenhuma das candidatas, especialmente pela pluralidade de sua base, mas seus dirigentes individualmente, pela responsabilidade que têm com o futuro da nossa querida UFRN e pela liderança que exercem no conjunto dos técnico-administrativos, decidiram por apoiar publicamente a professora Arlete, sem fazer qualquer tipo de exigência de espaço nas instâncias administrativas em caso de êxito no processo. Apenas dois dirigentes decidiram ficar do outro lado. Fizemos isso porque não temos dúvidas que a Profª. Arlete será muito melhor para conseguirmos avançar nas ações de interesse do conjunto da nossa categoria, além de colocar nossa instituição num patamar voltado à humanização, dando mais importância às pessoas do que às coisas.
Jamais colocaríamos nossos nomes em jogo, se não tivéssemos a certeza que estamos tomando a decisão mais acertada nesse processo. De minha parte, farei o máximo que puder para garantir a eleição da professora Arlete, sempre respeitando os que decidiram ficar no lado oposto, é assim que se faz democracia, respeitando as diferenças e aprendendo a conviver com elas.
Por UM NOVO OLHAR PARA A UFRN, vote: Professora Arlete.
A favor da renovação administrativa na UFRN vote: Professora Arlete.
Contra o continuísmo que já dura 16 anos na reitoria da UFRN, vote: Professora Arlete.
Sandro PIMENTEL
Coordenador de Formação e Comunicação Sindical da FASUBRA
Coordenador Geral do SINTEST/RN
Presidente Estadual do PSOL/RN
Titular da CONAES - Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior
Gestor Público e pós-graduando em Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho
Esclarecimento.
ResponderExcluirTemos dois diretores do SINTEST/RN que APOIAM publicamente a chapa da professora Ângela -"Novas Conquistas", mas no conjunto da direção do sindicato temos outros diretores que votam nesta chapa, mas preferem não fazer campanha.
É uma forma de preservar a entidade e continuarmos na linha do respeito as diferenças, que existe entre os diretores dessa gestão.
Ana Cristina
Prezado Amigo,
ResponderExcluirNa gestão atual a professora e vice reitora Ângela foi direcionada propositalmente para chefiar o REUNI pela sua capacidade de gestão e articulação. E que vem obtendo enorme aceitação dos técnico-administrativos, dos estudantes e de todos os dirigentes da UFRN, que tem responsabilida e que sofreram na pele o sucateamento e o desmonte das IFE's na era FHC. O REUNI tem sua preocupações sim. Porém nos possibilitou trazer recursos para nossas Universidades e o que vemos hj por todo o campus são obras de amplianção e reformas. A Professora Ângela não segue os mesmos parâmetros do atual reitor não. Mais sim, o ajudou a construir essa boa gestão que vc também reconheçe. Ao invés de falar, ela se preocupou em fazer. Vejamos: Criou cursos de graduação exclusivos para servidores (Gestão Pública e Gestão Hospitalar),cursos de especialização em cuidar em saúde, em qualidade de vida, gestão Universitária, gestão de pessoas e outros. Inclusive vc foi um dos contemplados com essa medida. Isso não é falar em qualidade de vida como vc afirma, mais è FAZER.
Por fim, temos sido testemunha que na atual gestão nossa entidade tem tido todo o respeito que mereçe e vem desenvolvendo um relacionamento aberto, franco e muito propositivo com a atual adm. central.
Decidi em apoiar Ângela por ter a convicção que ela irá avançar muito mais e que a UFRN na sua gestão dará um salto de qualidade nunca visto neste estado.
E que seremos testemunhas de Novas Conquistas!
Meu caro amigo e companheiro de luta Nilberto, só para te esclarecer, o SINTEST/RN foi contra o REUNI, sem nenhum voto favorável. Nós queremos recursos público sim, sempre brigamos por isso, mas não pode vir condicionado a produtividade e sem tirar autonomia da instituição como ocorre com o REUNI. Encher a UFRN de prédios, é bom, mas não resolve se não tiver políticas de pessoas. Sobre FHC temos total acordo, foi um desastre total, mas agora estamos discutindo sucessão para reitoria e não eleição para presidente.
ResponderExcluirSobre nossos cursos de graduação, não esqueça, foi uma conquista histórica da gestão sindical que vc faz parte, mas em relação a continuidade das nossas graduações a gestão atual prometeu, mas até agora NADA.
Por isso estamos com Professora Arlete porque ela fala e faz, inclusive já fez muito e fará muito mais como reitora, mas com o foco nas pessoas e não nas coisas.
O apoio a Profª Arlete dá-se pela competência que tem para o exercício do cargo de Reitora. Não desmerecendo a Profª Ângela, em momento algum. Nossa UFRN é composta por duas áreas: campus e sáude. E a Profª Arlete tem domínio de conhecimento nessas duas áreas. Além de toda sua formação acadêmica em administração pública também tem pós-doutorado em SUS. Conhecimento esse que poderá contribuir muito para o avanço da concepção de saúde no seio da nossa UFRN, como também fica mais fácil para cobrar de quem entende a complexidade da saúde.
ResponderExcluirQuem é da saúde sabe muito bem da dificuldade que temos de ser ouvidos.
Basta lembrar da portaria das 30h que existe desde 2003.
Existe lugar mais necessário do que os hospitais(enfermarias) para implantação das mesmas? E sequer foi dado o merecido valor aos profissionais, e até hoje nada foi feito. Então demonstra que não há uma política de gestão de pessoas no seio da nossa universidade. Esse é apenas um exemplo....
Outro...vejam o tratamento diferenciado que é dado nas construções dos prédios aos servidores técnico-administrativos e pricipalmente aos auxiliares/técnicos de enfermagem.
O DAS nem se fala. Quem não tem condições de pagar plano de saúde e os idosos aposentados, que os digam. Quem precisar de exames da alta complexidade terá que ir pra fila do SUS, o DAS não marca mais no HUOL sabiam?
Consultas no HUOL é um problema...
Então...o avanço se dará com conhecimento de causa e ação. Construindo novas políticas e não "acabando" com as tímidas existentes.
Quanto a entidade iremos pautar pelo diálogo e exercermos nosso papel de sindicato independente de quem vencer as eleições.
Vânia Machado
Apoio a Profª Arlete principalmente pelas propostas que apresenta: valorização das pessoas, da qualidade de vida no trabalho e por encarar de frente uma busca nossa que é a carga horária de 30 horas, sem fugir do debate. O que não aconteceu nessa atual gestão em relação as 30 horas para nós da saúde.
ResponderExcluirQualquer pessoa de bom senso sabe que a Professora Arlete é muito melhor para ser nossa reitora, ela não é sombra de ninguém.
Sandro, parabéns pelo artigo, muito coerente.
Jane Suely - Coordenadora de Aposentados e Pensionistas do SINTEST/RN
Sandro, tô com tido, assino em baixo o que escreveu. A mulher é preparada demais, também estudou toda sua vida como administrar, tem que ser a melhor, a outra parece uma mosca morta.
ResponderExcluirFrancinildo Araújo
O apoio a Profª Arlete dá-se pela competência que tem para o exercício do cargo de Reitora. Não desmerecendo a Profª Ângela, em momento algum. Nossa UFRN é composta por duas áreas: campus e sáude. E a Profª Arlete tem domínio de conhecimento nessas duas áreas. Além de toda sua formação acadêmica em administração pública também tem pós-doutorado em SUS. Conhecimento esse que poderá contribuir muito para o avanço da concepção de saúde no seio da nossa UFRN, como também fica mais fácil para cobrar de quem entende a complexidade da saúde.
ResponderExcluirQuem é da saúde sabe muito bem da dificuldade que temos de ser ouvidos.
Basta lembrar da portaria das 30h que existe desde 2003.
Existe lugar mais necessário do que os hospitais(enfermarias) para implantação das mesmas? E sequer foi dado o merecido valor aos profissionais, e até hoje nada foi feito. Então demonstra que não há uma política de gestão de pessoas no seio da nossa universidade. Esse é apenas um exemplo....
Outro...vejam o tratamento diferenciado que é dado nas construções dos prédios aos servidores técnico-administrativos e pricipalmente aos auxiliares/técnicos de enfermagem.
O DAS nem se fala. Quem não tem condições de pagar plano de saúde e os idosos aposentados, que os digam. Quem precisar de exames da alta complexidade terá que ir pra fila do SUS, o DAS não marca mais no HUOL sabiam?
Consultas no HUOL é um problema...
Então...o avanço se dará com conhecimento de causa e ação. Construindo novas políticas e não "acabando" com as tímidas existentes.
Quanto a entidade iremos pautar pelo diálogo e exercermos nosso papel de sindicato independente de quem vencer as eleições.
Vânia Machado
Coordenadora Geral do SINTEST-RN
Conselheira do CONSAD