
A escola é um espaço fundamental para o desenvolvimento das crianças, jovens e adultos em toda e qualquer sociedade. É também uma oportunidade de encaminhá-los para um futuro melhor e resgatar a esperança de expectativa de vida com dignidade e emancipação a partir de uma visão crítica.
Os educadores precisam proporcionar uma alfabetização que não somente privilegie a leitura das palavras, mas que enfatize também a leitura de mundo do educando. Pois, sabemos que o indivíduo, antes mesmo de entrar na escola, já teve contato com o mundo e, assim sendo, trás muitas experiências para a sala de aula.
O Rio Grande do Norte está entre os piores Estados na avaliação do seu ensino, mesmo, em oito anos, sendo governado por uma professora. Embora o índice aceitável pelo MEC seja de nota 6,0 no Índice de Desenvolvimento Educacional Brasileiro (IDEB), a nota do ensino fundamental no RN em 2009 foi de 2,7. Também estamos reprovados no ensino médio.
Em média, os alunos do Rio Grande do Norte estão duas séries atrás da média nacional, que já é muito baixa.
Vivemos em uma sociedade dividida em classes que são compostas por dominantes e dominados. Esse tipo de sociedade exclui, por conta do capital, a maioria da população no que diz respeito ao processo de alfabetização, levando-o à marginalização.
A classe dominante filtra informações a partir do seu interesse à grande massa; exemplo disto é aquele cidadão pobre, sem instrução, que em seu modo simples de vida habitua-se a viver a partir de “cabrestos” sociais (estes, entendidas como as normas sociais impostas e seguidas cegamente).
Diante dessa situação, questionamos: o que deve acontecer para que de fato o cidadão se torne mais consciente de sua realidade sócio-política-econômica? Ou ainda, o que é preciso fazer para que ele consiga perceber o quanto é dominado e encontra-se em uma classe subalterna? A resposta é: EDUCAÇÃO.
É sabido que a Educação deve possibilitar a alfabetização, as capacidades de aprendizagem, o desenvolvimento do raciocínio crítico, a criatividade e a ação no que diz respeito à transformação social. Na nossa atual conjuntura social-política-econômica, a Educação é a única forma das classes dominadas ascenderem socialmente ou assumirem uma postura mais crítica frente a sua realidade.
Nesse contexto, a alfabetização assume um caráter de indicador social no tocante a ideia de que, aquele que tem acesso a uma formação mais refinada e crítica, impõe suas ideologias, deixando o indivíduo, com menos instrução, no cerne da privação cultural.
A elite faz uso do analfabetismo como instrumento de privação dos indivíduos ao acesso a um contexto social mais crítico.
Sabemos, conforme Paulo Freire (2001), que o homem é um ser histórico, constituído socialmente, que aprende por meio da interação com o seu meio: indivíduos pertencentes ao mesmo local e tempo. Assim sendo, de acordo com as ideias desse educador, devemos sempre ter em mente que a “leitura de mundo precede a leitura da palavra”, ou seja, que o educando já tem uma vida social que antecede a escola. Desta forma, o educando já percebe e age sobre suas experiências existenciais, o mundo de suas primeiras leituras de “textos”, palavras, letras, ou seja, experiências orais, ideais, gestos familiares etc. O que esse educando precisa é então do apoio de um educador que o estimule ou provoque ainda mais o desenvolvimento do seu raciocínio crítico, mas para que isso ocorra, o educador também precisa ser bem formado criticamente, o que tem sido a cada dia mais raro em nossas universidades.
As mães não têm o direito de deixar seus filhos em um lugar seguro e desta forma o círculo de injustiças sociais fecha-se.
Nesse contexto, vamos assegurar condições para a ampla participação de todos os sujeitos no debate democrático sobre os problemas pedagógicos e estruturais das escolas, investindo maciçamente na formação dos trabalhadores (as) em educação, garantindo assessoramento pedagógico qualificado e permanentemente.
Lutaremos para que todas as metas do PNE sejam cumpridas o mais rápido possível, afinal, os prazos estabelecidos já estão todos sendo finalizados e penas 1/3 foram cumpridas.
A escola de tempo integral será algo imperativo em nosso governo. Todas as escolas do estado abrirão no período noturno como uma das formas de zerar o analfabetismo que hoje atinge cerca de 20% da população do nosso estado. Faremos seminários locais e regionais chamando a participação das igrejas, centro comunitários, grupos de jovens e de idosos, estudantes de ensino médio e universitário que obterão incentivos governamentais contra o analfabetismo e pela libertação do nosso povo por meio da educação.
Vamos dobrar o número de vagas na UERN até o final do nosso governo, com isso, estaremos fortalecendo cada vez mais o ensino superior público e contribuindo na consolidação do sonho de milhares de pessoas que sonham com uma universidade.
Vamos aprimorar o plano de carreira, em conjunto com o sindicato da categoria.
Vamos valorizar os educadores, dando a eles condições dignas de trabalho e incentivos à qualificação para quem decidir se especializar em sua área de atuação. O resgate da auto-estima e a satisfação no local de trabalho será nosso foco principal.
Além disso, vamos rediscutir o método da semestralidade num grande evento que contará com a aprticipação dos educadores e estudantes.
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